MÃOS
(POEMA ORIGINAL MANOS - 22.08.06)
Mérito das mãos que,
massageando-se,
ministravan um magnifico diálogo.
Nove minutos ou meia hora,
já não sei,
sei que o tempo marchou infinito
e que as mãos
umas nas outras
morriam e renasciam
em místicos momentos
Centenas de toques
e se miravam
e se comunicavam
e se reencarnavam
e de algum modo inimaginável
se amavam
completas e amanhecidas.
E enquanto os olhos se mantinham perdidos
e enquanto os lábios se mantinham rendidos
os dedos, as mãos
manuseavam-se
enlaçavam-se
migravam unidas
em caminho a uma mútua e plena
rendição.
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